segunda-feira, 16 de junho de 2008

Happy Bloomsday!


Hoje, 16 de junho é o dia dedicado ao livro Ulysses, de James Joyce. É o único feriado em todo o mundo dedicado a um livro.
Ulisses relata a odisseia do personagem Leopold Bloom durante 16 horas do dia 16 de junho de 1904 e é considerada um dos marcos da literatura contemporânea ocidental.
Ulysses descreve em várias crónicas a passagem por Dublin do seu personagem principal, Leopold Bloom, durante um dia normal, 16 de junho de 1904.
Robert Anton Wilson afirma que a simbologia da escolha de 16 de Junho, se deve ao facto de Joyce ter perdido a virgindade com Nora Barnacle nesse dia.
Talvez o apelido do protagonista Bloom pudesse também associar-se a esta data...

O título alude o herói da Odisseia, Homero (em latim, Ulysses), e existem diversos paralelismos, tanto implícitos como explícitos, entre as duas obras (por ex., as correspondências entre Leopold Bloom e Odisseus, Molly Bloom e Penélope, e Stephen Dedalus and Telemachus).

A novela subdividida em 18 capítulos foi de início publicada em folhetins no American journal The Little Review , de Março de 1918 a Dezembro de 1920, e integralmente publicada por Sylvia Beach a 2 de Fevereiro de 1922, em Paris.

Num primeiro contacto, a maior parte do livro pode parecer ao leitor desestruturada e caótica; Joyce disse uma vez que nele incluiu "tantos enigmas e puzzles que iria manter os professores entretidos durante séculos a discutir sobre os seus significados" a fim de ganhar "imortalidade".
O simbolismo presente no processo primário (conceito tão bem descrito por Freud) é, portanto, a chave que abre o significado desta obra: como no pensamento de processo primário, são as associações livres que determinam o fluxo da narrativa; um objecto simboliza outro e fica no seu lugar; todos são condensados em partes. Na realidade neste processo tudo é possível e o "Não" dá lugar às emoções que não invocamos e que Joyce nos faz perceber tão bem como aquilo que "é" em vez daquilo que "deve ser".

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Where was fear, now it's love

Diz Daisaku Ikeda que, no Japão, as batatas das montanhas, a que chamam taros, quando colhidas são ásperas e sujas, mas quando colocadas numa bacia com água corrente e revolvidas umas com as outras, a suas cascas vão caindo, deixando-as brilhantes e limpas, prontas para cozinhar. Da mesma forma, a única maneira de aprimorarmos e polirmos os nossos caracteres só pode ser através da interacção com os outros.
Para mim, a relação com os outros é o maior e mais ambicioso dos desafios. Desde sempre, aquilo que mais me faz sofrer é a manipulação. Se a sinceridade genuína abre os corações, a manipulação faz com que se fechem; o trabalho de abrir o coração é uma luta extenuante comigo própria. É-me particularmente fácil arranjar desculpas para erguer muros ou fugir da manipulação; e orgulhosamente procuro que ninguém me engane mais do que me engano a mim própria. Quem melhor do que os outros para me fazerem ver quando sou parcial? Ou para me fazerem erguer os olhos quando o medo me faz olhar apenas para baixo, perdendo de vista a linha tão bela do horizonte que me mostra que o futuro não existe senão nesse momento?
Comecei a praticar quando atravessava um momento da minha vida em que me deparei com uma experiência muito chocante e crua. No meio de muita perplexidade, confusão e medo a minha mãe Chakubuku deu-me a ler um texto de Daisaku Ikeda que me ajudou a confirmar e a aceitar que a felicidade não é algo que se possa dar aos outros (tal como não o é o respeito pela vida). Mas a fé tem-me feito ganhar consciência e desde há quatro anos que venho a descobrir que são insondáveis e profundas as raízes do amor. Ele tem o poder de revelar o nosso potencial e de expandir a nossa vida, fazendo-nos desejar o impossível mais inacreditavelmente bom. E sendo totalmente oposto a todas as manifestações do medo e da desconfiança que nos aprisionam, é também energia pura contra todas as adversidades, que se estende dos nossos corações a todos os outros, se for sincero.
Quando era criança, fiz um desenho, que representava um homem e uma mulher erguendo um cartaz com a frase: "AMOR a palavra mais BELA do MUNDO". Anos mais tarde, voltei a vê-lo, e com uma profunda tristeza acreditei que não iria nunca mais fazer parte de mim, e também constatei que quando eu era criança o amor era apenas um desejo, enquanto que a desarmonia e violência eram reais. Hoje, é a minha vida que me faz perceber que o amor é a mais humana e a mais bela realidade do mundo.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Indivíduos Motivados

O que caracteriza um indivíduo motivado é o seu empenho em atingir os seus objectivos, a confiança que tem nas suas capacidades e a alegria que sente ao obter uma vitória que poderá comparar com experiências precedentes para medir o grau de sucesso.

Como motivar?

Identificando sinais de frustração e eliminando-os ou ajudando outro a eliminá-los
Sendo claros da definição das expectativas e/ou objectivos
Criando um bom ambiente
Reconhecendo ou ajudando a reconhecer competências e conhecimentos individuais e desenvolvendo-os ou ajudando a desenvolvê-los
Valorizando o contributo individual (auto-estima)
Ser justo e coerente nos elogios e nas críticas
Criar uma atitude de auto-confiança.